Eu liguei o computador e vi no meu papel de parede um cachorro.
Foi aí que veio a grande idéia: vou escrever sobre um pato!!!
Tive a idéia, mas não escrevi nada. Deixei para lá.
Nesse dia, eu tinha que ir até a Gávea, no Rio, resolver problemas pessoais.
Cheguei lá depois de 1h de viagem,
com as orelhas fumegando de tanta poluição sonora!
Quando cheguei no lugar, eu tinha que preencher um formulário,
com toda a burocracia e o atraso que tal atividade exige,
quando peguei uma folha de papel e comecei a escrever,
sem mais nem menos, minha nova poesia:
O pato gira.É isso.
E faz uma cambalhota
numa reviravolta de voltas
no amanhecer da paisagem
litorânea e montanhosa da grossa
cidade,
capital do som e barulho,
onde pessoas surdas ouvem
o ruído dos estáticos, rápidos carros
nas ruas movimentadas.
E os carros andam parados,
e as pessoas param de andar,
e o pato dá uma cambalhota,
e o mundo pára de girar,
e o fado dos que andam não acaba
antes desta loucura acabar:
quando os homens pararem seus carros
ou o pato parar de girar.
Um comentário:
deste seu dom...muit bonito virei fan ahauhauah
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